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Política

Café de R$ 20 mil? Câmara de Dourados contrata máquina de bebidas quentes, enquanto contribuinte segue pagando a conta

Por Aparecido Francisco ·

ouça este conteúdoItaporã Hoje

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Contrato de R$ 20.239 prevê locação de máquina automática de café, fornecimento de insumos, instalação e manutenção. Nas redes sociais, o assunto rende uma boa dose de ironia.

Enquanto o cidadão acorda cedo, encara o trabalho e paga uma conta atrás da outra, a Câmara Municipal de Dourados homologou uma contratação de R$ 20.239 para a locação de uma máquina automática de bebidas quentes, com direito a fornecimento de insumos, instalação, suporte técnico e manutenção.

O resultado foi publicado no Diário Oficial do município nesta quarta-feira (21). A empresa vencedora foi a DOU Locação e Venda de Máquinas e Café Ltda. A contratação ocorreu por dispensa de licitação e foi homologada na terça-feira (20) pela presidente da Câmara, vereadora Liandra Ana Brambilla da Silva.

E é aí que entra o bom e velho humor do contribuinte brasileiro.

Enquanto tem trabalhador que faz o café render até a última gota, tem repartição pública investindo em estrutura para a bebida sair quentinha e, aparentemente, sem precisar ficar mexendo a colher na cozinha.

O café pode até ser quente, mas a conta chega fervendo para o contribuinte!

Claro que uma contratação pública precisa ser analisada considerando o período de vigência, os serviços incluídos e a quantidade de pessoas atendidas. O valor de R$ 20.239, por si só, não permite concluir que houve irregularidade ou desperdício.

Mas uma coisa é certa: quando o assunto é dinheiro público, o cidadão tem todo o direito de perguntar, cobrar explicações e querer saber se o gasto realmente vale a pena.

Afinal, para quem paga impostos, a diferença entre um cafezinho e outro pode estar justamente no preço.

No balcão do trabalhador, o café é amargo. No balcão da repartição, a expectativa é que pelo menos venha bem quente!

E você, o que acha dessa contratação? O valor é justificável pelos serviços incluídos ou a Câmara deveria explicar melhor os custos ao contribuinte?

Deixe sua opinião nos comentários. Porque, quando a conta é pública, a discussão também deve ser.

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